quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Manacapuru, Novo Airão e Paricatuba (Amazonas) - viagem inesquecível!

Boa noite leitores e leitoras do blog.

Vou contar, rapidamente, sobre a viagem que foi realizada no início desta semana, no meio do mês de dezembro de 2015!

Em Manaus, com mais 4 amigos, alugamos um carro e seguimos em direção à Novo Airão.
Nosso trajeto foi:

1 - Manaus
2 - Manacapuru
3 - Novo Airão
4 - Paricatuba
5 - Manaus

Saindo de Manaus às 9hs, chegamos às 11hs em Manacapuru. Estrada boa (AM-070) em maior parte dos 100km's. Maior parte já duplicada, outra parte bem ruim. Para Novo Airão (AM- 352) e Paricatuba a estrada está pior, mas trafegável. Basta tomar cuidado. 

Bom trecho da AM-352

Trecho não muito bom da AM-070

Manacapuru

Chegando em Manacapuru, conhecemos um pouco da cidade com a ajuda de uma moradora local, amiga de uma das participantes de nossa viagem. E a parte principal da cidade é sua região que beira o Rio Solimões. Manacapuru tem todo ano, a Festa da Ciranda (agosto/setembro), que atrai bastante gente. Além disso, no centro tem uma praça com uma fonte, com quelônios e peixes e que, até pouco tempo atrás, também tinha um jacaré! o.O

Rio Solimões às margens da cidade

Comércio de domingo em Manacapuru
Parece uma fonte com um aquário...
Que talvez tenha um jacaré! 
Novo Airão - Famosa por botos e seus parques

Seguindo para Novo Airão, com um pé atrás, confesso, pois ouvi muita gente dizer que não valeria a pena ir lá. Que era uma cidade feia e fantasma, ainda mais no domingo. Em partes, acertaram, no quesito de não ter quase NINGUÉM na cidade no domingo, mas depois fomos descobrindo os porquês...

Chegamos na cidade e nos deparamos um dos melhores restaurantes que já fui na vida. O Florestas. Com preço acessível, atendimento excelente (Dona Carla e suas funcionárias), decoração completa que faz jus ao nome. Tudo isso, fora a variedade de plantas não convencionais que nos foram oferecidas para nosso almoço que, inclusive, apresentava pratos vegetarianos e veganos, além de outros com carnes.

Depois do almoço, fomos procurar um hotel/pousada para já ir escolhendo qual iríamos passar a noite. Na cidade há vários, pois é uma cidade que atrai turistas que estão de passagem para os Parques Nacionais do Jaú e das Anavilhanas. Entramos em um hotel que nos fora indicado. Percorremos o hotel inteiro, inclusive os quartos e... Não tinha ninguém no hotel.

Hotel vazio, as ruas vazias, a praça vazia, os restaurantes vazios... Decidimos dar uma volta de carro. Entramos pelas diversas ruas e descobrimos uma belíssima praia! Longe dos flanelinhas que nos cobravam R$5,00 a hora para estacionar na rua, descobrimos uma outra praia muito bonita e paaah! Descobrimos onde estava parte da cidade em um dia de calor... Na praia, é claro. Praia do Rio Negro, estava ótima!

Depois de um banho de rio, fomos ao Hotel da Cabocla (da D. Fátima) que nos havia sido recomendado também. Bom preço, tudo limpo e confortável e funcionárias muito educadas (recomendo!).

Passada a noite, já na segunda feira, resolvemos conhecer a Fundação Almerinda Malaquias. Que show de trabalho! Desenvolvem uma série de produtos a partir da madeira, em geral reciclada, e também agendas e outros produtos de papel reciclado. Cada peça muito bonita para amantes de artesanato. Além disso, desenvolvem um trabalho bem interessante de educação ambiental, além de promover emprego e renda para dezendas de pessoas. 

Praia muito boa para banho e para se apreciar
Praia de Novo Airão

Pizza vegana (e com bom preço)

Restaurante Florestas, em Novo Airão.

Centro de Formação Almerinda Malaquias

Paricatuba

Seguindo viagem pela AM-352 e depois AM-070. Condição de estradas que variam entre boa e ruim. 

Após algumas compras que minhas amigas realizaram, decidimos continuar nossa viagem! O destino escolhido foi Paricatuba, a cidade que é famosa no Amazonas por questão das "ruínas", antigas construções que abrigavam pessoas com hanseníase, uma escola e uma cadeia pública. Bem interessante "viajar no tempo e no espaço" e conhecer o processo de produção e reprodução do espaço e das relações ali presentes (dá-lhe Geografia!). Além disso, bem ao lado das "ruínas" temos uma belíssima praia, também do Rio Negro, que é a Praia de Paricatuba!

Ruína de Paricatuba
Praia de Paricatuba
Olha onde esta árvore nasceu! o.O
A floresta tomando seu devido espaço.

***

Obs: não fomos para o Parque do Jaú pois é bem longe (+-6 horas de barco) e bem caro (cerca de 2000 reais a ida, volta e um pequeno tempo por lá). O mesmo serve para as Anavilhanas que é mais perto, mas estávamos com pouco tempo (e dinheiro) para este passeio. Mas este último, sai bem mais barato (a partir de 50 reais, depende do tempo e de recursos disponíveis). Há também as Grutas de Madadá, mas nos cobraram R$500 reais só pra ir lá ver, conhecer rapidamente e voltar. Não topamos. - PS: nos informaram que tem canoeiro que faz mais barato, basta pesquisar! Nós que não tivemos muito interesse mesmo, o tempo estava corrido!

Obs 2: gostaria de deixar registrado que foram todos os moradores destas cidades extremamente solícitos e educados conosco! Obrigado, amazoneses e demais agregados! 

Divulgando o sorriso dos viajantes. 

* Fotos do autor e, Valdeir, Yanka, Peggy e Yasmin.

Indicação de localização dos municípios visitados







domingo, 6 de dezembro de 2015

UFAM (Universidade Federal do Amazonas)... Que lugar é este?

Boa noite. 

Depois de mais de três meses frequentando a UFAM - Universidade Federal do Amazonas, só hoje me sinto mais preparado para falar sobre esta universidade...


Só para contextualizar, a UFAM é a instituição de ensino superior mais antiga do Brasil, fundada em 1909. Ela fica numa área de preservação ambiental em Manaus e é a instituição de ensino superior mais antiga do Brasil. 



Mini Campus da UFAM

No início da minha jornada na UFAM, era realmente uma aventura. Eu ficava perdido toda vez que ia ao ICHL - Instituto de Ciências Humanas e Letras. Sério, tudo se parecia muito (e ainda se parece).

Quando alguém me pedia para encontrar em algum lugar, era um desespero, já sabia que ia me perder, mas insistia, até ficar totalmente perdido. 
Agora já aprendi, tem lugares que nem vou mais pois sei que vou errar. haha


  
Aqui é tudo muito igual

O campus é bem grande, com cerca de 600 hectares, é a maior área verde urbana nativa do Brasil. Mas aqui é um misto no quesito de preservação ambiental. Se de um lado tem muitos alunos que jogam lixo no chão dentro da universidade, por outro, o debate em defesa do meio ambiente é bem forte. Inclusive, em outubro cortaram uma sumaúma da UFAM e teve protesto em defesa das árvores e contra o desmatamento.


Sobre a UFAM, os mais antigos contam que quem vê um esquilo na UFAM, é um sinal de que a pessoa vai se formar. Logo, tem gente ai procurando esquilo só pra se formar logo, rs.


Andar pela UFAM é muitoo legal... Tem uma série de trilhas por dentro da mata, algumas mais fechadas outras já bem abertas. Em uma delas, próximo à Educação Física, tem várias árvores frutíveras, inclusive carambola <3



Frutas diversas pelo caminho. Não sei qual é, se souber, me fala.


Carambola encontrada em trilha na UFAM. (Foto de agosto de 2015)


Imagina esta trilha ao anoitecer?

Outro ponto positivo pra UFAM, é que todas as salas de aula ter ar condicionado! Isto ajuda e muito, pois o calor em Manaus é cotidiano. Outro ponto positivo é que nela acontece um monte de eventos. Muitos mesmo. Que vão desde debates, palestras, feiras de produção das comunidades camponesas da região, mostras de filmes, etc. Outra coisa interessante é que, quando a gente entra na UFAM, podemos pegar os ônibus que estão indo pra universidade e entrar pela porta de trás, sem pagar nada por isso :)



Ocupação de Reitoria. Um dos eventos na UFAM. Setembro 2015


Filmes em cartaz na UFAM. Programação de cinema venezuelano

Sobre o R.U. (Restaurante Universitário): embora tenha almoço e jantar com o preço a R$1,20 cada, a comida e a gestão do serviço deixam a desejar. Um fato sintomático é que colocam carne em quase tudo. Tem dia que tem carne misturada no arroz, no feijão*, na farofa e no macarrão. Ou seja, uma alimentação pesada. A diversidade de salada é baixa e bem repetitiva. O que é estranho, pois a Amazônia possui tanta biodiversidade, deveriam pensar mais nisso... E outra, quase nunca tem comida vegetariana, vez ou outra colocam uma soja fria no meio da salada... A comida vez outra acaba antes do horário de fechar o R.U. "Falta comida" e temos que ficar 15, 20 minutos às vezes até fazerem mais... 

(*obs: o feijão em Manaus quase sempre é assim. Colocam macarrão, carne, jambú, legumes, etc.)


Dia que o jantar do RU acabou uma hora antes de encerrar o horário.


Bom, creio que tem muito mais coisas interessantes pra destacar da UFAM. Convido o pessoal de Manaus e os que são de fora para poder conhecer à Universidade. 


Vale a pena caminhar pelas trilhas, pelos prédios, corredores... Enfim, conhecer os diversos espaços da universidade. Vários deles, inclusive, estão com várias mensagens deixadas nos muros. Poesias, protestos, desenhos...

Reitoria da UFAM. Simbolizando o encontro dos Rios Negro e Solimões. 



Um muro, uma frase e um símbolo. 


E por fim, na hora de sair de ônibus da Universidade, cuidado para não ser empurrado e se machucar. Toda vez que os ônibus chegam,dezenas de universitários e pessoas em geral correm para entrar no ônibus, num desespero muito grande, que, a primeira vista assusta e até irrita, mas depois, pode aderir à brincadeira e sair correndo também ;)


Pro pessoal que não conhece a UFAM, espero que tenham conseguido entender um pouco.

Pra quem conhece; estuda ou trabalha por lá, espero ter sido fiel às minhas observações, qualquer coisa só avisar que eu altero/removo/acrescento.


Tudo depende de um ponto de vista.